Pular para o conteúdo

O problema

Por que a lei da atração não funciona comigo?

Por Thauã Morlin · · 7 min de leitura

Neste artigo
  1. O que as fontes dizem sobre isso
  2. Os quatro motivos mais comuns
  3. O que fazer a partir de amanhã
  4. O que isto não é
  5. Perguntas frequentes

Na maioria das vezes, a lei da atração não funciona porque foi estudada, e não praticada. Ler muda o que você pensa sobre a vida. Só a repetição, num dia comum, muda o que você espera dela, e é isso que as fontes chamam de crença.

Quem lê Seth, Neville, Bashar ou Abraham há anos costuma saber explicar tudo. O que falta não é informação. É um pequeno gesto repetido nos dias em que nada parece mágico: no trânsito, na reunião, na conta que chegou. As próprias fontes dizem isso, cada uma com as suas palavras. E o conserto é menor do que parece: 10 minutos por dia, com uma forma de ver se algo está mudando.

O que as fontes dizem sobre isso

As quatro escolas mais lidas no Brasil discordam em muita coisa. Neste ponto, concordam: entender não basta.

Seth, no material que Jane Roberts registrou entre 1963 e 1984, diz que você forma a sua realidade a partir das suas crenças, e que o ponto de poder está no presente. Crença, para Seth, é aquilo que você toma como verdade sobre si e sobre o mundo. Não é o que você concorda ao ler um livro. É o que você espera quando o telefone toca. Dá para concordar com tudo que Seth diz e continuar esperando o pior. Por isso ele insiste em examinar as crenças que você já tem, em vez de só acrescentar ideias novas por cima.

Neville Goddard ensinava a assumir o sentimento do desejo já realizado. Para ele, o que muda a vida é o estado em que você vive, não o fato que você observa. Quem estuda Neville e passa o dia reagindo ao extrato bancário está vivendo no estado antigo. A técnica dele é curta e diária: uma cena imaginada antes de dormir, a revisão do dia, o hábito de voltar ao sentimento. Ninguém faz isso lendo.

Bashar, canalizado por Darryl Anka desde 1983, resume tudo numa fórmula: agir pela sua maior empolgação, até onde der, sem insistir num resultado. A palavra central é agir. Para Bashar, as circunstâncias são neutras, e o sentido que você dá a elas decide o efeito. Ele chama esse sentido de definição, e definição se revela no que você faz, não no que você sabe. Mais sobre isso em a fórmula de Bashar.

Abraham, canalizado por Esther Hicks, trata as emoções como um sistema de orientação. A pergunta é sempre: como eu me sinto agora, e qual pensamento me faz sentir um pouco melhor? Não é uma pergunta para responder uma vez. É para responder várias vezes ao dia, justamente nos dias ruins.

Repare no que as quatro têm em comum: todas pedem algo que só existe no presente, repetido. Crença examinada hoje. Estado assumido hoje. Ação tomada hoje. Emoção notada agora. A leitura acontece no passado; a prática, no presente.

Os quatro motivos mais comuns

Quando a lei da atração não funciona para quem já leu tudo, quase sempre é um destes quatro. Às vezes, todos.

1. Estudar no lugar de praticar

Estudar dá uma sensação de avanço. Um vídeo novo, um livro novo, uma frase que parece destravar algo. Mas a sensação passa, e a manhã seguinte é igual. É o motivo mais comum e o mais difícil de perceber, porque estudar parece prática. Um teste simples: o que você fez ontem, com o corpo ou com a atenção, que veio do que você estudou? Se a resposta é nada, o estudo virou um jeito confortável de adiar.

2. Praticar só no dia bom

É fácil visualizar numa manhã calma de domingo. O difícil é voltar ao estado desejado na segunda-feira às 17h, depois de uma conversa ruim. As fontes falam justamente desse momento. Abraham chama de subir um degrau da escala emocional; Seth, de perceber a crença em ação; Bashar, de escolher de novo a definição. Uma prática que só existe no dia bom não mexe no dia ruim, e é no dia ruim que a crença antiga se confirma.

3. Vigiar o resultado

Você faz a prática e, dez minutos depois, confere se algo mudou. Neville diria que você voltou ao estado de quem ainda não tem. Bashar chama isso de insistir num resultado: decidir de antemão como, quando e por onde a coisa deve chegar. Vigiar é o jeito mais comum de desfazer uma prática boa. O que ajuda é medir de outro jeito: uma nota de 0 a 10, uma vez por semana, sobre o que você quer mudar. Não todo dia. Não toda hora.

4. Tentar apagar a crença antiga à força

Muita gente tenta substituir "eu não mereço" por "eu mereço" repetindo a frase nova cem vezes. Quando a frase nova parece mentira, o corpo sabe. Seth propõe outro caminho: notar a crença antiga, entender de onde ela vem e o que ela protege, e só então escolher outra. Elias, outra fonte que o MPR usa, fala em aceitar a crença em vez de brigar com ela. Brigar com a crença costuma deixá-la mais forte.

O que fazer a partir de amanhã

Não é preciso começar grande. É preciso começar pequeno e não parar.

  1. Escolha uma única coisa para mudar. Não cinco. Uma situação concreta: o trabalho, a relação com o dinheiro, uma conversa que você evita.
  2. Dê uma nota de 0 a 10 para ela hoje. Anote. Essa nota é o seu ponto de partida.
  3. Pratique 10 minutos por dia. Um roteiro possível, com a origem de cada passo, está em como praticar a lei da atração em 10 minutos por dia.
  4. Uma vez por semana, dê a nota de novo. Sem olhar a anterior antes de dar a nova.
  5. No dia em que falhar, volte no dia seguinte. Não recupere o que perdeu. Continue.

Depois de algumas semanas, a nota diz mais do que qualquer impressão. Se ela sobe, você sabe que a prática está mexendo em algo. Se não sobe, você sabe o que ajustar: a prática, a situação escolhida, ou a forma de fazer.

O que isto não é

A lei da atração, como os livros de autoajuda a apresentam, não tem comprovação científica. O que dá para observar na sua própria vida é outra coisa: o que muda na sua atenção, nas suas reações e nas decisões que você toma. É isso que uma prática diária treina, e é isso que a nota semanal mede.

Também não é culpa. Se algo não mudou, isso não prova que você vibrou errado ou que não merece. Prova, no máximo, que o jeito de praticar precisa de ajuste. E nenhuma prática substitui cuidado profissional: se você está em sofrimento, procure um médico ou um psicólogo. No Brasil, o CVV atende de graça pelo 188, a qualquer hora.

Perguntas frequentes

A lei da atração funciona mesmo?

Não há comprovação científica de que pensamentos atraiam acontecimentos. O que as fontes descrevem, e o que dá para testar na própria vida, é que crenças mudam atenção, reação e decisão, e que isso muda o que acontece com você ao longo do tempo. O jeito honesto de saber se funciona para você é praticar todo dia e medir com uma nota semanal.

Quanto tempo leva para dar resultado?

Nenhuma das fontes promete prazo, e desconfie de quem promete. Na prática, o primeiro sinal costuma aparecer na forma como você reage às mesmas situações, antes de aparecer nas situações. Por isso vale medir a mesma coisa toda semana, por algumas semanas, antes de concluir.

Se não funciona, a culpa é minha?

Não. Culpa é uma crença que as próprias fontes ensinam a examinar. Se algo não mudou, o dado útil é: o que eu pratiquei, com que frequência, e em quais dias eu parei? Isso aponta o ajuste. Não aponta um defeito seu.

Preciso ler mais antes de começar a praticar?

Quase certamente não. Quem chega a este texto costuma já saber mais do que pratica. Escolha uma técnica de uma fonte que você já conhece e faça por 10 minutos amanhã. A leitura seguinte vai fazer mais sentido depois de alguns dias de prática.

Qual é a diferença entre lei da atração e lei da suposição?

"Lei da atração" é o nome popular, ligado a Abraham e a livros como O Segredo, com foco em emoção e vibração. "Lei da suposição" é como os leitores de Neville Goddard chamam o ensino dele, com foco em assumir o estado do desejo realizado. As diferenças e o que cada escola pede estão em Seth, Abraham, Neville e Bashar: qual a diferença.

Thauã Morlin criou o MPR e estuda metafísica e desenvolvimento pessoal há 10 anos. Os artigos daqui seguem uma regra: nenhuma citação inventada e nenhuma promessa de resultado. As fontes de cada afirmação estão em os mestres e as fontes.