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A prática

Como praticar a lei da atração em 10 minutos por dia

Por Thauã Morlin · · 6 min de leitura

Neste artigo
  1. Antes: o que é criação consciente da realidade
  2. O roteiro de 10 minutos
  3. À noite, se quiser: 2 minutos de revisão
  4. Os erros mais comuns
  5. O que esperar
  6. Perguntas frequentes

Para praticar a lei da atração em 10 minutos por dia, faça cinco coisas curtas, na mesma ordem, uma vez por dia: note como você está (1 minuto), viva uma cena do desejo já realizado (3 minutos), escute a crença que responde contra (2 minutos), escolha um passo pela sua maior empolgação (3 minutos) e registre uma nota (1 minuto).

Cada passo vem de uma fonte que você provavelmente já leu: a escala emocional de Abraham, a cena de Neville Goddard, o exame de crenças de Seth e a fórmula de Bashar. O roteiro não é de nenhuma delas. É uma forma de juntar o que elas pedem em algo que cabe numa manhã de dia útil. O que faz funcionar não é o roteiro perfeito. É fazer amanhã, e depois de amanhã.

Antes: o que é criação consciente da realidade

Criação consciente da realidade é a ideia, comum a Seth, Abraham e Neville, de que suas crenças, emoções e imaginação participam do que acontece com você, e de que dá para escolher essa participação em vez de deixá-la no automático. Não tem nada a ver com criação de filhos, que é outro sentido da expressão.

"Lei da atração" é o nome popular dessa ideia. As fontes usam outros: Seth fala em formar a própria realidade; Abraham, em criação deliberada; os leitores de Neville, em lei da suposição. O roteiro abaixo serve a qualquer um desses nomes.

O roteiro de 10 minutos

Onde estoumin 1 · AbrahamA cena do fimmin 2 a 4 · NevilleA crença que respondemin 5 a 6 · SethUm passo pela empolgaçãomin 7 a 9 · BasharA notamin 10 · MPR0510 min
Cada barra mostra quando o passo acontece e quanto dura. Em destaque, o passo que liga a prática ao dia.

O passo em destaque é o que quase todo mundo pula. Sem ele, o roteiro vira mais uma meditação boa. Com ele, vira prática.

Minuto 1: onde estou (Abraham)

Pergunte, sem julgar: como eu me sinto agora? Dê um nome. Cansada, ansiosa, esperançosa, entediada. Abraham organiza as emoções numa escala de 22 níveis, da alegria ao medo, e ensina que ninguém salta do fundo ao topo. O objetivo é subir um degrau, não fingir que está no topo.

Por que começar aqui: se você pula este passo, a cena seguinte é feita contra a emoção real, e a emoção real ganha. Nomear o que está acontecendo tira força dela.

Minutos 2 a 4: a cena do fim (Neville)

Escolha a sua única mudança. Imagine uma cena curta que só aconteceria se ela já tivesse acontecido. Não o caminho até lá: o depois. Alguém te parabenizando, você contando a notícia, a mão abrindo a porta da casa nova.

Neville Goddard pedia três coisas nessa cena: que ela seja em primeira pessoa (você dentro dela, não assistindo), que seja curta e repetida, e que você sinta a naturalidade de quem já tem. Não a euforia de quem acabou de ganhar. A calma de quem está acostumado. Repita a mesma cena até ela ficar familiar.

Minutos 5 e 6: a crença que responde (Seth)

Logo depois da cena, quase sempre aparece uma voz: "isso não é para mim", "custa caro demais", "da última vez deu errado". Não brigue com ela. Escreva a frase exatamente como veio.

Seth ensina que crenças são ideias que você toma como fatos, e que dá para olhar para elas conscientemente. Duas perguntas bastam para hoje: isto é um fato ou uma crença? De onde veio? Não precisa trocar a crença agora. Notar já muda a relação com ela. Com o tempo, as frases que você anota mostram quais crenças repetem.

Minutos 7 a 9: um passo pela empolgação (Bashar)

Agora olhe para o seu dia e pergunte: dentre as coisas que eu posso fazer hoje, qual me empolga mais, mesmo que um pouco, e combina com a mudança que escolhi? Escolha uma. Pequena. Que dê para fazer até o fim do dia.

É a fórmula de Bashar em miniatura: agir pela maior empolgação disponível, até onde der, sem insistir no resultado. Não precisa ser grande. Mandar a mensagem, pedir o orçamento, arrumar a gaveta que simboliza o recomeço. Os detalhes estão em a fórmula de Bashar.

Este é o passo que liga o que você imaginou ao que você vive. Sem ele, a cena fica na cabeça.

Minuto 10: a nota (MPR)

Anote a data, a emoção do minuto 1, a crença do minuto 5 e o passo escolhido. Uma vez por semana, dê uma nota de 0 a 10 para a mudança que você escolheu. Só uma vez por semana: vigiar todo dia vira ansiedade.

Este passo não vem de nenhuma das fontes. É o que o MPR acrescenta: um jeito de ver, com números seus, se a prática está mexendo em algo. A leitura te dá a sensação de avanço. A nota te dá o dado.

À noite, se quiser: 2 minutos de revisão

Antes de dormir, lembre de um momento do dia que não foi como você queria. Imagine-o de novo, do jeito que você preferia, até parecer natural. É a revisão de Neville Goddard, e cabe em dois minutos. O passo a passo completo está em técnica da revisão de Neville Goddard.

Os erros mais comuns

  • Mudar de mudança toda semana. A nota só mostra algo se medir a mesma coisa. Fique com uma por pelo menos um mês.
  • Fazer a cena do caminho, não do fim. "Estou estudando para a prova" é caminho. "Estou recebendo o resultado" é fim.
  • Brigar com a crença do minuto 5. Discutir com ela a mantém no centro. Anote e siga.
  • Escolher um passo grande demais. Se você não faz, a crença de que você não consegue ganha mais uma prova. Menor é melhor.
  • Largar depois de um dia ruim. O dia ruim é quando a prática mais conta. Faça a versão de 3 minutos: nomeie a emoção, anote a crença, escolha um passo minúsculo.

O que esperar

Nenhuma fonte promete prazo, e este roteiro também não. O que costuma mudar primeiro é a forma como você reage às mesmas situações: a conversa difícil pesa menos, a ideia que você adiava sai do papel. A nota semanal registra isso antes de você perceber.

Se depois de algumas semanas a nota não se mexer, olhe para os registros. Eles mostram em que dias você pulou, qual crença se repete e se o passo do minuto 7 aconteceu. Isso é informação para ajustar, não prova de fracasso. Mais sobre isso em por que a lei da atração não funciona comigo.

Perguntas frequentes

Qual o melhor horário para praticar?

O horário em que você consegue repetir. Para quem trabalha fora, costuma ser antes de pegar o celular de manhã ou no intervalo do almoço. A revisão de Neville fica melhor antes de dormir, porque usa o relaxamento do começo do sono.

Posso praticar pelo celular?

Pode. O roteiro precisa só de um lugar para anotar a emoção, a crença, o passo e a nota. Um bloco de notas resolve. O que importa é que as anotações fiquem juntas, para você reler depois de algumas semanas.

E se eu esquecer um dia?

Volte no dia seguinte, do ponto em que está. Não compense fazendo o dobro. As fontes falam do presente; recuperar o dia perdido é mais um jeito de viver no passado.

Preciso acreditar para funcionar?

Não precisa começar acreditando. Precisa fazer com atenção e medir com honestidade. A crença costuma vir depois da experiência, não antes. É por isso que o roteiro tem a nota.

Serve para qualquer objetivo?

Serve para mudanças que dependem, em parte, de você: como você trabalha, se relaciona, decide e reage. Não serve para controlar a vontade de outra pessoa, e não substitui tratamento de saúde nem planejamento financeiro.

Thauã Morlin criou o MPR e estuda metafísica e desenvolvimento pessoal há 10 anos. Os artigos daqui seguem uma regra: nenhuma citação inventada e nenhuma promessa de resultado. As fontes de cada afirmação estão em os mestres e as fontes.